8 de fev de 2017

Bem-me-quer, mal-me-quer...

Foto por Nathalia Nascimento (@_redstars
Ps.: Leia ouvindo Cancer- Twenty One Pilots (é só descer o post e dar play)    

   Era um dia cinzento, as folhas passeavam pelo ar da forma mais melancólica possível, e até a brisa suave parecia ler meus pensamentos e ver meus sentimentos. Tentei me forçar a atravessar a rua, a me distanciar o máximo daquele lugar (ou o certo seria dizer daqueles sentimentos?), mas meus pés pareciam ter vontade própria, e assim me levaram aquela mesma cafeteria onde tivemos tantos momentos juntos. 
   Ao chegar a porta, meu corpo instantaneamente travou. Hesitei em olhar à esquerda, mas ao conseguir fazer isso, notei que aquela mesa estava vazia. A nossa mesa estava vazia. Como se estivesse ainda esperando por você, sentindo sua falta. Da mesma forma que eu. Não sei se por impulso, ou por achar que isso me trazer um certo conforto, mas me sentei naquela que costumava ser a nossa mesa, bem do lado da janela. A garçonete veio atender, e ao notar que estava sozinha, diminuiu o sorriso que dava sempre que nos via. Não tive coragem para falar nada, só assenti automaticamente quando ela perguntou se queria o de sempre. Poucos minutos depois, ela chegou com a xícara de chocolate quente. 
  (Quase) tudo estava igual. O lugar, continuava sendo o mais aconchegante da cidade. O chocolate, na temperatura ideal, e com o mesmo sabor. Até nossa música estava tocando no rádio. A única coisa diferente, era sua presença. No instante em que uma lágrima escorreu pelo meu rosto, uma pequena e delicada flor das pétalas brancas voou pela janela e caiu no meu colo. Era minha flor preferida. Até parecia você mandando um recado para mim.
  Lembrei do que fazia antes ao encontrá-las, e fiz pela primeira vez desde que ganhei de você um buquê enorme delas e nunca mais precisei fazer isso. E mais uma vez naquela brincadeira infantil, a última pétala parou no bem-me-quer. Sempre foi assim, e continuou sendo, onde quer que você esteja agora. Solto uma risada triste que vem acompanhada de uma lágrima, era mesmo um recado dos céus. O bem-me-quer continua prevalecendo, e sabe, também te quero muito bem.

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